E finalmente, depois de tantos anos (menos!!) consegui um computador em casa e decente o bastante para que eu consiga enxergar o que escrevo rs. Estava sentindo falta de compartilhar com o mundo o que eu sinto e que não consigo expressar para com as outras pessoas a minha volta. Nestes 2 anos que estive fora do ar aconteceram tantas coisas... Reli os posts anteriores e em cada um eu pude ter a memória do momento que estava passando e como a minha cabeça continua confusa e insegura com as coisas da vida. Triste isso...
Mas o que importa é que daqui pra frente eu vou tentar sempre atualizar esse diário e com certeza uma boa parte desses sentimentos corriqueiros irá desaparecer. Escrever para mim é uma terapia enorme, deve ser coisa de gente fechada (e doida!).
Na próxima semana darei início (finalmente) a minha carreira de ENFERMEIRA. Nunca comentei nada aqui relativo à essa minha outra vida pois nunca tive nada importante a falar. Pois bem, consegui ser selecionada em um processo seletivo de um hospital filantrópico aqui da minha cidade e ainda estou assustada com essa mudança de vida. O processo todo (entrega de currículo - expectativa - convite para entrevista - teste psicológico do inferno - realização de exames) durou 5 dias! CINCO DIAS! Eu não tava preparada pra isso, gente! Imagina a minha cabeça como está agora... Eu era uma jovem pacata, desempregada, ainda imaginando o que fazer da vida pois já havia desistido de assumir a minha profissão - aqui no meu estado as vagas para o time dos "sem experiência" são mínimas e geralmente só surgem com um Q.I sinistro - quando de repente esse BOOM aparece e eu agora serei enfermeira no setor de AVC deste hospital. Ah, o hospital é referência neste tipo de atendimento...
Eu tô pirando, brother.. Nem me recordo mais alguma técnicas, regras, cuidados específicos, medicamos e suas ações/reações, enfim, tem um MUNDO de coisas que eu não me recordo mais e por isso estou tão aflita. Concluí a minha pós-graduação em UTI e UCO agora em abril. E sinceramente, não consegui absorver muito dela pois a falta da vivência e da prática hospitalar nos impedem de aplicar a maioria dos assuntos ensinados na pós-graduação. E mesmo assim, tendo visto uma revisão da graduação ainda continuo com medo e ansiosa.Na próxima quinta-feira será a entrega dos documentos e as "boas vindas" do hospital. Terei contato com o RH e também com a enfermeira da Educação Continuada. Vamos ver...
Acredito eu que o medo, de certa forma, seja bom. O ser humano precisa do medo para evoluir e se amadurecer diante de certas situações. E agora escrevendo e refletindo comigo mesma creio que não é o medo de assumir este cargo que me aflige. Tenho certeza que Deus colocou esta vaga para mim porque sabe que darei conta do recado. Ele é perfeito em tudo o que faz e sabe de todas as coisas e eu tenho muita fé nisto. A questão em si é: "E se não der certo, Karen? O que você irá fazer?". Ahhhh, o bendito "E se?". Essas duas palavras torturam a qualquer um que esteja inseguro. Como disse, eu já estava desistindo desta área. Seria frustrante saber que você é a única da sua turma que não conseguiu se dar bem na vida ainda. Seria frustrante ver seus pais e familiares (que sempre apostaram em você) ver que a filha não é lá grandes coisas e que no fim, ela será uma pessoa pacata e insossa por aí.
Até quinta-feira eu vou provavelmente desabafar muito por aqui.. Não há muito com quem conversar sobre essas coisas redundantes. Amanhã é dia de conversar com Deus. Espero que ele acalme este coraçãozinho aflito e me mostre que não há o que temer!
Beijinhos.